INDENTIDADE NO SÉCULO XXI



Eu não quero nada mais que ser eu mesmo, mas eu não consigo. Por quê?

Sentado sobre a cama do meu quarto refletindo sobre quem sou, eu comecei a relembrar de todas as desesperanças pelas quais passei. Lembrei também de todos os objetivos que eu tanto almejava ter e alcancei. Consegui por um minuto ver a minha vida passando ali, diante dos meus olhos, mas não era como se fosse um filme. Filmes costumam ter aberturas e não costumam ser tão prolongados assim. Naquele momento foi tudo muito rápido foi-me o suficiente para crer que eu não sabia de fato quem eu era.

Costuma provocar uma inconstância ficar se perguntando quem é você. Você pode não ter linhas suficientes para falar de si. Se derem uma folha com apenas três linhas e lhe pedirem que escrevas a teu respeito você possivelmente ficará em dúvida do que escrever, mas isso é normal. Não somos obrigados a saber de tudo, mas somos pressionados a ter uma identidade.

No século XXI venho percebendo que identidade tem se tornando algo mais padronizado e não diversificado. Nós, pessoas e consumidores, costumamos nos inspirar em reflexões, hábitos ou palavras alheias e por mais que isso seja visto como influência nós temos que saber distinguir o que pode ou não nos influenciar.

É difícil criar uma identidade nossa? Não. Assim como não é difícil aprender a andar de bicicleta ou saltar de paraquedas. Criar uma identidade nos exige rever nossos conceitos e refletir sobre quem somos diante das pessoas. Muitas vezes quem você é aqui na minha frente não é a mesma perto de fulano. Essas coisas de fato tem de se rever porque tenho certeza que você não quer ser considerado(a) uma pessoa que carrega em sua bagagem muitas caras e nunca uma personalidade única.

Agora é o momento em que você para por um segundo e reflete sobre quem você é. Ouvi muito as pessoas dizerem por aí: “o que as pessoas pensam a seu respeito não é literalmente o que você é” e quer saber uma verdade? Reveja seus conceitos. O que as pessoas veem em você longe de qualquer coisa é a primeira impressão que você as emprega. Então temos de dar uma boa impressão as pessoas a nossa volta? Não. Acima de denominar uma boa impressão você tem que ser você mesmo, uma pessoa normal assim como as outras que apenas estão em busca da felicidade e não de agradar as pessoas.

Quando se trata de personalidade é muito comum vermos discussões, mas é porque de fato é um assunto bem discutido entre as pessoas. Busque não deixar ser influenciado com muita facilidade tanto por coisas boas quanto pelas coisas muito boas. Ser influenciado é ruim? No entanto, não. Contanto que essa influência acrescente-lhe algo e não o diminuía. Dessa forma você estará seguindo um ótimo caminho.

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